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deu certooooo

UMA APRESENTAÇÃO DO EU

Eu sou um insight de Deus, da natureza, uma foda bem dada do meu pai com minha mãe.

Não fiquem espantado com o palavreado, vamos deixar nossas (in)diferenças de lado.Eu nunca tive problemas com isso, quer dizer, eu tive, mas era coisa de criança.

Quando moleque eu pensava que mulher bonita não cagava, em compensação achava que mulher feia tinha crises agudas de diarréia crônica. Achava que seria um herói quando crescer, pois assistia o Jiraia e o gigante Daileon. Pensava que quando crescer seria multimilionário e sairia com a xuxa à tarde e à noite jogaria baralho com o Silvio Santos apostando umas moedas. Imaginava que toda mulher gostaria de fazer sexo comigo, simplesmente porque eu era EU, como se EU fosse o melhor motivo, a melhor causa e o suficiente pra que ela transasse comigo.

Mas eu não era uma criança má por pensar assim. Até porque dos meus 9 anos até os 15 freqüentava igrejas evangélicas e era assíduo com os bons costumes.

Acreditem, mas só consegui uma namorada com 16 anos, pasmem, numa aposta com uns amigos. Na verdade, provoquei a aposta porque já sabia que a menina em questão estava a fim de mim. Claro, ganhei a aposta, mas o meu amigo desconfiou e falou que só me pagaria se eu beijasse a menina pra ele ver. Putz, levei 10 dias pra beijar a menina.


O lance da primeira namorada não é nem a pessoa, é o primeiro beijo. Esse beijo foi o divisor de águas na minha vida. Não tardou pra ter a minha segunda namorada. Eu era ruim de papo, mas sabia muito bem quando uma mulher estava a fim de mim, então, cheguei na menina e perguntei se ela "TOPAVA" namorar comigo, ELA TOPOU. Até hoje me zoam por causa disso. E a minha terceira namorada? Morávamos na mesma quadra e há dois anos (acreditem) há dois anos eu era zoado, porque numa suposta embriagues de virada de ano, a galera disse que eu berrava pelo nome dela aos prantos. Toda vez que ela passava na rua os caras me zoavam, foi até que a namorei, mas acreditem, o namoro durou apenas uma semana, hahahaahah. Daí pra frente me tornei pop na escola, deixei a vida de nerd que escrevia poesias no caderno das amigas e passava cola nas provas mais fudidas.Eu experimentei o sabor do pecado, e o pecado é viciante. Não tardou e passei de bom aluno pra péssimo aluno. As professoras iam a loucura comigo. Eu e o BATATA( MEU COMPARSA de sala de aula) virávamos a sala de ponta a cabeça.


Tomávamos o lanche dos moleques de outras turmas, matávamos aula pra mexer com as meninas da educação física. A gente era tão porra louca (eu era, mas o BATATA era mais). Uma vez, numa prova de geografia, eu não sabia nada e fiz uma cola monstro e coloquei em baixo da minha carteira, o doido do batata em plena aula, com o professor na sala, com um isqueiro incendeia minha cola e a coisa foi feia, deu até Diretoria.


Nós bagunçávamos tanto que entre tantas advertências e suspensões, com nossas mães indo à escola pra nos liberarem, acabou que mais uma infração e a gente seria expulso. No conselho de classe nos passaram, eu sabia que tinha ficado sem média em ciências biológica, mesmo assim fui aprovado. Na verdade a escola queria se livrar da gente, pois era o nosso último ano naquela escola e teríamos que fazer o 2º em outra.


No outro colégio não foi diferente. Caí na sala de um amigo de infância e o batata em outra sala. Nesse tempo o batata começou a ter surtos esquizofrênicos em plena sala de aula, o nada o cara dava um piripaque e morria de rir. Não foi à toa que uma namorada dele o traiu na mesma rua que ele morava. E na época era febre um tal de Gil Gomes( AQUI E AGORA), e quando avisaram o batata que a namorada dele estava com outro cara e ele foi conferir... Chegou no meio dos dois e disse: PEGUEI, PEGUEI NO FLAGRAAAAAA!!! IGUALZINHO O GIL COMES, hehehehe


Até hoje a gente malha do infeliz por causa disso, hahaahahahah

Bom,nessa outra escola, eu e esse meu amigo de infância(não vou citar o nome do moleque) mas a gente também não prestava. Matávamos todas aulas possíveis e na escola a gente era pop. fazíamos amizade com as gurias do 2º e ficávamos lá trocando idéia, íamos pro pátio pra ver a aeróbica das gurias (nossa, era cada pose).Teve uma guria que se engraçou comigo, eu usava o cabelo espetado, todo arrepiado, e aquilo chamava atenção e rendia umas minininhas e já malhava na época, o que era um diferencial. Essa guria se chamava MARRONE(essa eu faço questão de citar o nome). Ela me perseguia, vivia na minha cola, escrevia no quadro mensagens pra mim com pincel atômico, me seguia no intervalo. Cara, eu fiquei com medo dessa menina, ela tinha uma amiga muito feia, apelidamos a amiga dela de CARA-DE-CAVALO,heheeh...Foi uma perseguição tão grande e inúmeras fugas minhas, até que ela cansou e desistiu, passou a sair com uns metaleiros da escola e .... No outro ano ela passou a incorporar espíritos, demônios, sei lá, a galera do black metal fazia uns shows macabros na escola e a gente curtia, afinal, tudo era festa. Mas o caso da guria foi sério e levaram-na até pra pai de santo, sei lá o quê...


Tínhamos um professor de química que era alcoólatra, o cara era um gênio. Dava aula bêbado em plena tarde e acreditem, nunca havia aprendido química tão facilmente daquela forma. Era o professor Rubenz, hoje em dia o cara se tratou e se converteu a uma igreja evangélica.


A vida ia de vento em poupa. E por incrível que pareça, nessa escola não era só eu e o batata os problemáticos, tinha o kimossem, o pardal e o piauí. Tinha um professor metido a revolucionário, que dizia que falava mais de 10 línguas, vivia escrevendo em hebraico, espanhol, inglês...putz...Ele se apaixonou por uma morena da nossa sala. Ele fazia uma arte pra guria, chegou a casar com ela, mais tarde o cara se revelou um cachaceiro e problemático, batia nela e ela acabou fugindo de volta pra casa dos pais.


Tudo era alegria, as menininhas achavam o máximo, mas, por incrível que pareça não rendia nada. Meu último ano nessa escola, antes de ir pro exército, foi o ouro, pela primeira vez na minha história escolar, caí numa sala que só tinha gatinha, putz, não é mentira, mas eram mais de 7, tudo princesinha. Só que eu já era um moleque com um pensamento bem adiantado e me apaixonei pela minha professora de biologia, que era a SIMONE, uma baita loira de olhos verdes, muito linda, coisa de adolescente. A bosta disso tudo é que eu teria que cascar fora da escola, porque no meio do ano eu iria pro exército. E fui, e lá fiquei!


Hoje em dia sou formado em História e sei ( o quanto sei) o que os meus professores passavam pelas minhas peripécias. Foi algo pra me mostrar que quem com ferro um dia feriu, será ferido da mesma forma e sutileza, heheeh


Bom, é só um pouco do meu EU, esses feedback nos trazem uma nostalgia do passado, da vida e de quem somos de fato.